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domingo, 10 de outubro de 2010

O Gol mais bizarro - ever

Dispensa comentários.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Ronaldinho - A volta?

Pra quem não viu o último do jogo do Milan contra o Siena. Exibição de gala do Ronaldinho, como há muito tempo não se via...vários lances de perigo, três gols e uma demonstração da habilidade, agressividade e técnica do Gaúcho que deu pra matar a saudade daquele camisa 10 do Barcelona, que há uns 4 anos atrás, muitos diziam que era melhor que Pelé...

Exageros à parte, é muito bom ver um gênio desse porte, reencontrando-se com sua arte - espero que essa partida seja só uma amostra do que ainda estar por vir.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Xavi e Iniesta



Esses dois caras são simplesmente o coração e a alma de um dos times mais da história: o Barcelona, que além disso pratica o futebol mais bonito e vistoso da atualidade (empatado com o Arsenal completo, é claro! hahahah).
Xavi é um dos jogadores mais habilidosos do jogo, domina absolutamente todos os fundamentos do esporte, e pode jogar mais recuado como um volante (era assim que ele jogava na época do Ronaldinho, com o Deco e o Iniesta mais avançados), até como um meia que municia o ataque com seus passes primorosos. Trata-se de um verdadeiro jogador "box-to-box" como os ingleses chamam, que pode jogar e desempenhar com perfeição todas as funções do meio de campo. Seu chute também é certeiro, sendo normalmente o cobrador de faltas e escanteios do Barça.
Já o Iniesta é outro que possuí uma técnica refinadíssima, excelente toque de bola, capaz tanto de jogar no meio, construindo jogadas com a paciência e exatidão de um sniper, ou ainda jogar pelos flancos do campo, principalmente pelo lado esquerdo, tabelando com os jogadores que caem por aquele setor. Pode jogar como um atacante dentro do esquema 4-3-3 usado pelo Barcelona, e ser extremamente efetivo.
Na última eleição do Melhor Jogador do Mundo, realizada pela FIFA, vencida por Messi, Andres Iniesta e Xavi Hernandez estavam entre os 5 melhores, juntamente com Cristiano Ronaldo e Kaká. No último ranking da revista FourFourTwo, os dois juntos, apareciam no número 3. Faz sentido pois é a interação, entre eles, o seu jogo coletivo e solidário, que faz a força e traz tantas vitórias para o Barcelona. Só na temporada passada, uma das melhores já feitas por um time na história, foram 4 títulos conquistados: Copa del Rey, Campeonato Espanhol, Champions League e o Campeonato Mundial Inter-Clubes.
Muito se fala dos gols e dribles dos atacantes Messi e Ibrahimovic, que com certeza são jogadores brilhantes mesmo, mas é a dupla do meio, Xavi e Iniesta que conduz, que comanda a equipe leve e ofensiva da Catalunia. Eles são o termomêtro, a cara do time, técnicos, habilidosos, e acima de tudo, vencedores.

Um pouquinho da magia e das skills da dupla

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Zidane + Rakim

Continuando com a trilha sonora de Rakim, desta vez combinando com o jogador com mais classe e técnica dos últimos anos, Zinedine Zidane.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os gols mais bonitos da história do Ajax FC

O Ajax é um dos clubes de futebol que mais admiro, depois do Arsenal e do Barcelona. O time holandês ajudou a revolucionar o futebol nos anos 70, com o futebol-total comandado pelo técnico Rinus Michel e o lendário Johan Cruyff, conquistando vários títulos e tornando-se um dos melhores times europeus da história no processo.
De lá para cá, vários craques foram revelados pelo Ajax como Krol, Rep, Van Basten, Rijkaard, Seedorf, Koeman, Davids, Van der Saar, os irmãos De Boer, Overmars, Winter, Bergkamp e mais recentemente Van der vaart, Babel, Sneijder, Huntelaar e o atual zagueiro-artilheiro do Arsenal, Thomas Vermaelen.
Veja um pouco da história desse clube escrita em gols, no vídeo abaixo:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Arsenal FC - Team Work Goals

Esse vídeo explica em cerca de 5 minutos, o que eu demoraria todo um longo texto para explicar: o porquê sou fã do Arsenal. O futebol-arte ainda sobrevive!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Romário

Depois de toda essa confusão judicial envolvendo o Baixinho, procurei um material dele no Youtube. E por mais, que eu ainda pense que de repente, se ele fosse um cara mais dedicado ele poderia ter sido maior ainda do que já foi...quem sou eu pra falar alguma coisa? Afinal de contas, foram mais de 1000 gols, campeão da Copa do Mundo, artilheiro por onde passou, melhor jogador do mundo em 94, etc etc etc. Pelo jeito, não há uma metodologia para a genialidade, e talvez esse cara seja a prova disso. Romário, o gênio da pequena área.



sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mestre Zizinho



Antes de Pelé, esse era o cara. Considerado a inspiração de lendas como o próprio Rei e Gerson. O respeito que os outros jogadores tinham por ele era tão grande, que aos 25 anos já era conhecido como Mestre Ziza, e nos anos derradeiros como jogador só era chamado de Seu Zizinho pelos companheiros.

Meia-atacante artilheiro, era o exemplo clássico do camisa 10 de outros tempos. Toque de bola refinado, senso apurado de gol, e uma técnica absurda. Extremamente competente em praticamente todos os fundamentos ofensivos do esporte.

Foi jogador profissional no período de 1939 a 1962. Iniciou a carreira pelo Flamengo, onde foi o substituto de Leônidas, o Diamante Negro, o que não pareceu pesar nem um pouco ao jovem Zizinho. No seu período com o clube da Gávea, marcou 146 gols em 329 jogos. Foi tricampeão carioca, conquistando os títulos de 1942, 43 e 44.

Em 1950, foi negociado ao Bangu em uma transação polêmica, da qual Zizinho dizia guardar muita mágoa. Após passar 18 anos gloriosos com o Flamengo, conta-se que foi transferido sem ao menos ser consultado antes. Zizinho ao saber da transação, assinou o contrato sem sequer ler, segundo se conta ele só fez um comentário ao presidente do Bangu: "Se o Senhor pagou tanto pelo meu passe é porque reconhece o meu futebol".

Já na Copa de 1950, realizada no Brasil foi um dos destaques, senão o grande craque daquele time. Mesmo sem participar dos 2 primeiros jogos, por contusão, ele entrou no time e teve atuações primorosas. Nos jogos contra Iugoslávia, Suécia e Espanha, jogou de forma impressionante, levando um jornalista italiano a declarar: "Seu futebol faz recordar o mestre Leonardo da Vinci pintando alguma obra rara".

Diz-se que a partida de Zizinho quando o Brasil venceu a Iugoslávia pela primeira fase do torneio mundial, foi a melhor partida já realizada por um jogador com a camisa da seleção brasileira. Nesse jogo, Mestre Ziza não errou nenhum passe e ainda fez o segundo gol, na vítoria brasileira por 2X0.

Apesar de tudo, a seleção brasileira não conseguiu superar o favoritismo exacerbado, e foi derrotada pelo Uruguai na final, em pleno Maracanã. Zizinho mesmo sendo considerado como melhor jogador da Copa de 1950, saía de campo aos prantos. Muitos anos depois, dizia ainda ter pesadelos com aquele jogo.

Em 1957, ele foi para o São Paulo, e ajudou o clube a ser campeão paulista. Nesse ano, acabou encontrando em campo, o então jovem camisa 10 do Santos que ficou muito impressionado em enfrentar o grande mestre.

Um trecho do que o Pelé fala sobre Zizinho em sua auto-biografia:
"Eu era o jogador mais novo da liga e admirava os veteranos, especialmente Zizinho, que jogava no São Paulo. Ele fora o atleta mais empolgante da Copa do Mundo de 1950, e eu me emocionava de poder jogar contra ele agora. Lembro-me de uma partida, em novembro de 1957, em que o São Paulo levou a melhor sobre nós. Venceram por 6 a 2 e Zizinho deu uma verdadeira aula. Foi impressioante. Os seus passes, chutes, posicionamento - era tudo uma beleza.(...) Zizinho foi o jogador que eu mais idolatrei".

Após encerrar a carreira como jogador no Audax do Chile, aceitou o desafio de ser técnico, e dirigiu as equipes do Bangu, America-RJ e Vasco. A frente da seleção brasileira olímpica, venceu o Pan-Americano de 1975 e foi campeão pré-olímpico. Depois de aposentar-se definitivamente do futebol, Zizinho tornou-se fiscal de rendas do Estado do Rio de Janeiro, função que exerceu até a aposentadoria.

Ele faleceu em fevereiro de 2002, em Niterói, aos 79 anos.

Zizinho deixou um legado valioso de futebol jogado com classe, técnica e categoria, que inspirou toda uma geração de jogadores que levaram a frente a sua herança do futebol arte, símbolo do Brasil. Foi um craque entre os craques. Pena serem tão raros os registros desse gênio em ação. Além disso, por toda a sua carreira mostrou-se além de um excepcional jogador, um homem de caráter, que soube conquistar e manter o respeito de todos que o cercavam, não apenas por sua habilidade nata, mas sobretudo por sua honra e dignidade.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pelé - A Autobiografia


Ganhei esse livro de presente, e estou gostando bastante. Recomendo para todos que não sejam playa-hatas de pessoas que atingiram o sucesso e a glória, como infelizmente a maioria dos braileiros às vezes parecem ser.

Além de ser interessante para quem curte futebol, trazendo detalhes pouco conhecidos sobre a carreira do Rei, e sobre o futebol dos anos 50,60 e 70, o livro serve para mostrar um cara extremamente talentoso, competitivo, perfeccionista e dedicado a alcançar a excelência em sua profissão.

As pessoas costumam falar sobre os melhores atletas, e logo que o nome do Pelé vem à tona, aparecem aqueles comentários minimizando sua importância em virtude da época em que jogou e também fazendo julgamentos sobre seu caráter e tal.

Eu só acho que o Brasil trata muito mal seus ídolos. Temos uma necessidade imbecil de só apontar os defeitos e falhas daqueles que se destacam, ao invés de talvez, procurarmos neles um tipo de inspiração, ou apenas, reconhecer suas qualidades e grandeza no que fazem. Exemplos não faltam. Isso não é ser "paga-pau". E sobre ser humilde e também sobre ter a sabedoria de reconhecer a qualidade de outros, e tentar aprender alguma coisa com isso.

Em relação a isso, o Pelé me lembra uma frase que eu ouvi a pouco tempo: "Ele tem defeitos que muita gente tem, e qualidades que muito poucos tem".

Um pouquinho do rei aqui:

domingo, 12 de julho de 2009

Didi, o gênio da camisa 8


Dessa vez queria falar um pouco sobre um dos jogadores mais talentosos e vencedores do futebol brasileiro, Didi, o "Princípe Etíope".

Waldir Pereira, mais conhecido como Didi (Campos dos Goytacazes, 8 de outubro de 1928 — Rio de Janeiro, 12 de maio de 2001) foi entre tantos outros títulos, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962. Foi Eleito o melhor jogador da Copa de 58, quando a imprensa européia o chamou de "Mr. Football". Foi um dos maiores e dos mais elegantes meio-campistas do futebol brasileiro, ganhando assim o seu apelido de "Princípe Etíope" do escritor Nelson Rodrigues. Seu estilo de jogo era baseado principalmente nos passes e lançamentos perfeitos, além dos chutes precisos ao gol. Ele não era conhecido por sua velocidade ou atleticismo, e para justificar isso, dizia que "Quem tem que correr é a bola". Bons tempos... Traçando um paralelo bem tosco com um jogador mais atual, o estilo dele era mais ou menos similar ao do Zidane, descontadas as diferenças de época em que cada um atuou.

Didi é famoso por ser o inventor do chute conhecido como 'folha seca', basicamente um arremate de trivela em que a bola parte alta, e bruscamente começa a cair em direção ao gol, surpreendendo o goleiro adversário.

Apesar das jogadas de Didi seram de uma época em que poucos jogos eram televisionados, não permitindo que hoje possamos ter uma real dimensão do seu talento e qualidade, um dos poucos lances gravados do mestre me chamou muito a atenção. Esse lance ocorre na final da copa de 1958, quando a Suécia surpreende a seleção e abre o placar. Nesse momento Didi vai ao fundo das redes, pega a bola, e calmamente caminha em direção ao meio do campo, enquanto diz aos seus companheiros (o timaço que contava com, entre outros, Pelé, Garrincha, Djalma Santos e Nílton Santos): "Isso não é nada!" Senhoras e senhores, isso é a atitude de um líder, seja em 58, 97, 2009 ou 2025! Sensacional. O resultado foi que a virada brasileira pra cima dos suecos, com o jogo terminando em 5X2 para a seleção. Começava aí a mística da seleção canarinho.

Um trecho da autobiografia do Pelé, em que ele fala sobre o Didi:

"Didi era muito hábil. Era o nosso mestre, ficava sempre em volta de nós dizendo:
- Preste atenção aonde você vai chutar essa bola!
Era esperto demais, às vezes. Fingia que ia passar a bola para um lado do campo, aí passava para o outro. Aquilo nos confundia também. Ele então gritava:
- Seus idiotas, eu estou tentando confundir o time deles!"


Hahahahahaha esse era o mestre!

Didi jogou por diversas equipes, notadamente Fluminense, Botafogo, São Paulo e Real Madrid, que nessa época já montava sua versão dos Galacticos com Di Stefáno, Puskas e Didi. A experiência não deu tão certo na prática, e Didi retornou pouco tempo depois ao Brasil. O Botafogo foi o time pelo qual ele mais atuou, jogando 314 partidas e marcando 114 gols, atuando ao lado de lendas como Garrincha, Zagallo, Nilton Santos, Quarentinha e Gérson.

Após encerrar a carreira como jogador, Didi foi técnico, e chegou a levar a seleção do Peru à Copa de 1970 no México. Esse time contava com o grande Teófilo Cubillas, e vinha fazendo boa companha, porém foi eliminado do torneio nas quartas-de-finais, ao ser derrotado por 4X2 pela seleção brasileira de Pelé, Rivellino, Tostão, Gerson e cia que eventualmente seria campeã do mundo e considerada como um dos melhores times da história...

Didi faleceu em 2001, aos 72 anos, mas seu nome ficará gravado para sempre ao lado dos melhores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial, na memória daqueles que admiram o futebol bem jogado.

O adeus ao mestre Didi em 2001 - Youtube